O COVID-19 fechou a porta do Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia da Redinha e também, fechou a porta da habitação das pessoas idosas.

Fechar a porta para proteger um grupo de risco!

Mas para a Santa Casa da Misericórdia da Redinha proteger não é total isolamento, sinónimo de prisão ou solidão.

A Pandemia obrigou a nossa Misericórdia, a par de muitas outras, a realizar muitos ajustes e reajustes, sendo atualmente assegurado às pessoas idosas que integram as nossas respostas sociais (Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário) somente a satisfação das necessidades básicas, ainda que, saibamos que ficamos aquém das necessidades das pessoas idosas.

Então surge o “Gulbenkian Cuida”, um concurso que visa apoiar organizações da sociedade civil que cuidem de pessoas idosas, no âmbito do Fundo de Emergência para dar resposta à pandemia pelo novo coronavírus.

A Santa Casa da Misericórdia da Redinha candidatou-se com o projeto (CON)VIVER e foi distinguida, no passado dia 22 de abril, a par de outras 68 entidades dispersas por Portugal, sendo a única do concelho de Pombal.

A partir do dia 1 de maio, (CON)VIVER apoiará 50 pessoas idosas que integram as respostas sociais da Santa Casa da Misericórdia da Redinha com um leque de serviços alargado, todos prestados no domicílio.

(CON)VIVER tem o custo de 15.432,46 €, totalmente financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian em cooperação com o Instituto de Segurança Social e visa alargar a intervenção da animação sociocultural, garantir o acompanhamento psicológico das pessoas idosas, adquirir o sistema interativo siosLife móvel e ainda, reforçar o stock de equipamentos que possibilitam o fornecimento das refeições.

A intervenção que, este novo projeto prevê não corresponde a algo inovador, mas sim dar uma resposta às necessidades efetivas de uma população que se prevê que fique confinada ao seu domicílio por longos meses e que, a Misericórdia da Redinha não pôde ficar indiferente.

Assim, (CON)VIVER promove a socialização, a qualidade de vida, a manutenção dos laços familiares à distância, a saúde e um processo de envelhecimento ativo e saudável com a dignidade que lhe é devida, mesmo em tempos de Pandemia.”